Crítica: Hotel Transilvânia 2

Parece que tudo está melhorando no Hotel Transilvânia... Drácula finalmente relaxou sua rígida política de “somente monstros” e passou a permitir hóspedes humanos. Mas por trás de caixões fechados, Drácula está preocupado porque seu adorável neto, meio-humano e meio-vampiro, Dennis, não demonstra nenhum sinal de que um dia será um vampiro. Então, enquanto Mavis está ocupada visitando seus novos parentes humanos com Johnny – e vivenciando seu próprio choque cultural – o vovô Drac recruta seus amigos Frank, Murray, Wayne e Griffin para ajudá-lo a fazer Dennis passar por uma escolinha de monstros. E tudo pode mudar quando o conservador velho pai de Drácula, Vlad, que não gosta de humanos, é convidado para o aniversário de 5 anos de seu neto no hotel. Continuação do sucesso de 2012 pela Sony Pictures Animation e produzido por Adam Sandler.

Hotel Transilvânia 2 é um filme voltado para o púbico infantil, com uma técnica de animação bem feita, bons momentos de humor e um tempo de duração confortável para crianças e adultos. Possui menos piadas e elementos que só adultos entendem (ponto positivo!), mas, assim como ocorreu bastante com Minions e no primeiro Hotel Transilvânia, temos algumas referências a elementos da cultura pop e a outros filmes que ficaram bem interessantes. Se no primeiro filme fizeram graça com Crepúsculo, dessa vez a homenagem foi para Drácula de Bran Stoker. O filme também brinca bastante com a tecnologia e, o que foi a principal atração do primeiro filme, continua brincando com os monstros, que já não causam mais medo algum nos humanos. 

Alguns personagens são legais e carismáticos, sendo que a maioria foi bem apresentada no primeiro filme. Quanto à exploração das características e habilidades dos monstros, também não apresenta muitas novidades. Os momentos "destaque solo" de alguns deles são praticamente os que foram mostrados no trailer (mas pelo menos dessa vez o trailer não entrega o filme praticamente todo como vêm acontecendo recentemente). Ainda assim, terá momentos que poderão proporcionar boas risadas.

A história é completamente previsível, mas não é o tipo de filme que você deva se irritar por isso, já que não estamos falando de nenhum drama ou suspense. Tem a sua lição de moral, explora o conceito de relacionamentos familiares e "aceitar os diferentes". Em um mundo preconceituoso e intolerante como estamos vendo, é bom as crianças terem esse tipo de mensagem dessa forma lúdica. Não é uma obra-prima, mas diverte mais que alguns filmes de animação infantis ou infanto-juvenis recentes. Ou seja, é competente naquilo que se propôs e um bom programa para a família.


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